sábado, 1 de agosto de 2009

A casa

Eu moro no seu mundo

Moro onde não posso entrar

Minha casa já tem dono

Em minha cama não posso deitar

Meu quarto está fechado

E a chave não se faz achar

Eu vivo na contramão

Estou onde não há lugar

É fácil me encontrar

No assento de um teatro

Na nostalgia de uma música

Ou comendo pão no mesmo prato

Minha vizinhança não tem vizinhos

Só eu moro no abstrato

Sinto saudades de onde eu moro

Onde para adentrar

Só com ajuda de mandato

Já não sei o que fazer

Ou como provar merecer

Denovo entrar em meu lar

Já cansado de escrever

Meu corpo começa a tremer

Eu quero me mudar...

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